Partos emergenciais: o que fazer durante o trabalho de parto longe do hospital?

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Partos emergenciais: o que fazer durante o trabalho de parto longe do hospital?

Partos emergenciais: quem nunca ouviu uma história de alguém que ‘’quase nasceu dentro do carro’’, ou assistiu a um filme que possuía uma cena tensa de uma mulher dando à luz em circunstâncias inadequadas e muitas vezes perigosa.

 

Embora casos assim não sejam tão comuns quanto os filmes e séries relatam, é sempre bom saber o que fazer em situações como essas. Confira agora algumas instruções a serem tomadas durante partos emergenciais.

 

A natureza e o parto

Durante muito tempo o parto era realizado em casa, por isso era muito comum a profissão de parteiras, mulheres essas responsáveis por auxiliar as mães durante o parto. Só a partir do século XVI (por volta de 1501) que os médicos começaram a desenvolver novas técnicas e aparelhos que pudessem auxiliar no parto.

 

Ou seja, durante milhares de anos as mulheres deram à luz de forma natural e instintiva, por isso, ao se deparar em uma situação emergencial de parto, não se desespere, pois a natureza sabe o que fazer!

 

Como funciona o trabalho de parto

O parto natural é caracterizado por algumas fases que, ao serem reconhecidas, permitem que outras pessoas (enfermeiras, médicos, obstetras) possam agir e auxiliar durante o procedimento.

 

Fases do parto – 1a Fase: Dilatação

A primeira fase do parto é quando acontece as famosas contrações e o processo de dilatação do colo do útero e do canal do parto. É muito comum que as mulheres sofram com as dores das contrações.

 

Essa fase pode durar de 10 a 12 horas. A velocidade do processo de dilatação pode variar de acordo com as reações bioquímicas do corpo, o que varia de mulher para mulher, fazendo com que trabalhos de partos durem mais ou menos horas.

 

Para o bebê poder sair do útero, o canal do parto precisa dilatar até 10cm. Pode parecer pouco, mas o procedimento pode ser doloroso e demorado.

Fases do parto – 2a Fase: Expulsão

Após a dilatação estar completa, as contrações tendem a aumentar a intensidade e diminuir seus intervalos, e o bebê já começa a coroar. Essa fase costuma durar entre uma e duas horas. É aconselhável que a mãe faça força para expelir o bebê ao mesmo tempo em que as contrações aparecem, facilitando o trabalho de parto.

 

Essa fase dura até o bebê sair do útero. É normal que os bebês nasçam enrolados pelo cordão umbilical, e isso não é motivo para preocupação. No entanto, é importante que o bebê seja cuidado e que o cordão seja desenrolado.

 

É importante atentar-se que durante o processo de dilatação e expulsão do bebê, pois o saco amniótico (ou bolsa gestacional) pode não estourar. Esses casos são chamados de parto empelicado, e são muito raros, pois estima-se que aconteça uma vez a cada 80 mil partos.

 

Fases do parto – 3a Fase: Dequitação

Após a conclusão da fase de expulsão, o útero diminui de volume e ocorre o descolamento da placenta para também ser expelida. Essa fase é natural do corpo, mas pode ocorrer algumas complicações, oferecendo riscos de hemorragia.

Fases do parto – 4a Fase: Greenberg

A quarta fase do parto acontece depois da saída da placenta. Esse período é dedicado a observação da mãe que acabou de dar à luz, em razão dos riscos de hemorragia e outras complicações após a fase de dequitação.

 

Como agir em casos de partos emergenciais

Um dos maiores medos da mulher grávida é não conseguir chegar ao hospital a tempo. Mas como falamos anteriormente, a natureza segue o seu curso, e o número de partos que aconteceram antes da existência de hospitais são quase inestimáveis.

 

O importante é ter em mente algumas noções do que fazer quando esse momento chegar e você ainda estiver distante do hospital – ou não possuir ajuda profissional.

 

O parto avança de forma natural e o processo de dilatação segue todo o curso com o passar das horas. Ao chegar na fase de expulsão, é importante que quem esteja acompanhando a mulher que está prestes a ter o bebê ajude a manter a calma e oriente a controlar a respiração e a manter as pernas abertas (durante as dores causadas pela contração, caso o bebê já esteja coroando, o fechamento brusco das pernas pode vir a machucar a cabeça do bebê).

 

É importante também que a mulher seja mantida deitada de lado até o momento de expelir o bebê (quando atingir 10 cm de dilatação). Se a mulher ficar deitada durante todo o trabalho de parto, a pressão exercida pelo peso do bebê pode comprimir a veia cava, causando desconforto e mal-estar. O mais indicado é que ela se deite de costas apenas durante o momento de expelir o bebê.

Cuidados com o bebê recém-nascido

Caso o parto seja empelicado (sem a ruptura da bolsa gestacional), a bolsa pode ser rompida com o auxílio de alguma ferramenta - como uma pinça - , mas TODO O CUIDADO É POUCO. É importante que o manuseio seja cauteloso para não ferir o bebê durante o procedimento.

 

Depois de o bebê ser expelido, é necessário realizar uma limpeza, retirando toda secreção de seus olhos e nariz, impedindo qualquer obstrução. É importante secar o bebê (que estará molhado em razão da bolsa gestacional e do líquido amniótico) e aquecê-lo para que não perca calor.

 

O cuidado com o cordão umbilical precisa ser delicado. Para realizar o corte, é importante esperar cerca de 2 a 3 minutos após o nascimento.

 

O corte só deve ser realizado após as ligaduras do cordão umbilical serem feitas. Para isso, é necessário que um tecido (como um cadarço limpo, por exemplo) seja utilizado. Com uma margem de segurança de no mínimo 6 cm da barriga do bebê e da vagina da mãe, deverá ser feito um nó.

 

O cordão umbilical deverá ser cortado entre as ligaduras com uma tesoura limpa e se possível esterilizada. A margem de segurança para o corte serve para que os profissionais da saúde possam realizar o procedimento da maneira mais correta possível dentro de um ambiente seguro e estéril, como o hospital.

 

A Medicar

Os serviços Medicar possuem um ótimo benefício: atendimento emergencial a todo o momento. Em casos de urgências ou emergências médicas, você tem à sua disposição a proteção do APH (Atendimento Pré-Hospitalar). Ao contatar a Central de Atendimento da Medicar, você fala diretamente com o Médico Orientador responsável por indicar quais os procedimentos deverão ser adotados enquanto a Unidade Móvel e a equipe especializada dirigem-se ao local do atendimento.

 

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